segunda-feira, 24 de maio de 2010
ENCONTRO COM A REALIDADE
Onde a carência pode levar uma pessoa?
Pode levar a anulação de seus sonhos,
Por embrenhar-se no mundo das ilusões.
Ao tornar-se salvador do mundo
e muito mais tarde;
Descobrir que as pessoas não querem salvação.
Então o que lhe resta?
É a morte ;
Da ilusão.
Que levou tantos a morte
Por não tomar a decisão;
De ser si mesmo
Nesta estrada chamada vida.
Onde o que lhe resta
É a dura realidade
Em ter que ver e aceitar a verdade
Para que em trabalho de parto,
Encontre a realidade.
No novo nascimento,
Proporcionado pela Liberdade.
Leila S Ribeiro Uzum
domingo, 16 de maio de 2010
Análise de si mesmo
Na nossa vida cotidiana, é um gesto analítico "ler" o tempo e decidir se se deve ou não pegar um guarda-chuva ou um casaco?
Decidir o melhor caminho, o percurso mais livre ou o ônibus mais direto e/ou mais vazio?
Analisamos quando decidimos o que comer? Ou melhor; o que analisamos quando decidimos o que comer? O preço, a qualidade do alimento, a adequação do alimento ao clima?
O que analisamos quando decidimos pela compra de uma revista, por um programa de TV?
Que fatores entram na análise e culminam na decisão?
Então que cada um se analise sempre, para fazer as melhores escolhas, da forma com o que vou expor aqui;
Use a consciência, não esconda o que sentir
Use toda franqueza, para não se iludir
Se analise com consciência, para os erros corrigir:
És sincero contigo, e falaste sempre a verdade?
Falas de qualquer jeito, ou esperas a oportunidade?
Falas sempre com franqueza, ou usas de falsidade?
Quais os impulsos que sentes, com mais assiduidade?
Quantas vezes, por não pensar te maculaste?
Quantas vezes em pensamento, sem saber da verdade julgaste?
Quantas vezes, de ajudar teu irmão deixaste?
Quantas vezes, teu irmão descriminaste?
Diga com sinceridade, nunca de DEUS duvidaste?
Responda com consciência, sempre a todos amaste?
Em nenhum momento da vida, a ninguém prejudicaste?
Pergunte para a consciência, que tipo de pai desejas ser?
Pelo que fizeste até hoje, teus filhos que exemplo vão ter?
Já estás preparado, para um bom esposo ser?
Para teus filhos e o mundo, com teu bom exemplo aprender?
O que farias de coração, para este mundo salvar?...
Te sacrificarias como JESUS, se deixando na cruz pregar?
Quem de vós contaria sua história, para bom exemplo dar?
Sempre pensas com fé e amor, para poder ajudar?
Depois que o sol nasce, nunca pensas para o mal?
Responda se estás preparado, para da matéria te desligar?
Como espiritualmente pensas, encontrar teu predestino?
Tu mesmo escolherias, ou deixarias nas mãos de Deus?
Antes do casamento, pensas na esposa e também nos filhos teus?
Responda de uma vez só, que esposa escolherias:
Pela pureza da alma, ou a materialista?
Pela matéria que podes ver, ou pelo espiritual avalias?
Se DEUS te mandasse escolher, que filho escolherias:
Um sábio tão elevado, como o enviado Messias?
É porque estás preparado para ser pai, ou só por orgulho escolherias?
O que não fazes para ti, para outro não farias?
Quando tomas atitudes, quais as tuas intenções :
Tomas pensando em ti, ou pensas em todos os irmãos?
Quando ajudas alguém espiritualmente, não é por segundas intenções?
Quantas vezes consciente, maculaste teu irmão?
Jamais deixarias ser dominado, pela cruel ambição?
Jamais deixarias te fanatizar, por qualquer religião?
Renunciarias em nome de DEUS, todos os vícios e tentações?
Reflita agora e medite: Veja quanto te elevaste!...
Quantos erros cometeste, e quantos impulsos seguraste...
Conte com tua fé, quantas almas ajudaste...
Responda com consciência: quantas vezes erraste?
Quantas vezes com tuas atitudes, causaste sofrimentos?
Quantas vezes inconsciente, materializaste maus pensamentos?
Quantas vezes deixaste de ser honrado, mesmo por alguns momentos?
Pediste perdão a DEUS, por provocar sofrimentos?
Falas sempre a verdade, ou mentes todo tempo?
Te analise agora, reflita neste momento
Se és um ser preparado, para não causar sofrimento
E também para ajudar, aproveitando o teu tempo
Para neste mundo cumprir, Lei de DEUS e seu grande Mandamento
Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo!!!
sábado, 8 de maio de 2010
MATERNIDADE
E para refletir psicológicamente sobre a mãe, pensei em falar sobre a MATERNIDADE.
Uma boa maternidade irá frustrar adequadamente.
E as frustrações, alem de inevitáveis, são indispensáveis ao crescimento emocional e psicológico da criança.
No entanto se forem demais ou não existirem também são patogénicas.
As frustrações em demasia podem ser evitadas, pois tornam-se fonte de dor e castigo, pouco saudável e fonte de revolta.
Mas nunca ser frustrado leva a uma confusão do ser sobre o que é interno e externo, a uma ausência de limites e a um sentimento de onipotência que podem desenvolver patologias como psicose, esquizofrenia, psiconeurose e neuroses.
As frustrações incoerentes são de igual forma perniciosas, no caso da incoerência podemos falar das frustrações ambientais que podem ter sido excessivas e inadequadas, o filho reage agressivamente com a emissão de sinais de forte agitação, como á espera de que alguém contenha as suas sensações e emoções ainda primitivas, intoleráveis ao pequenos ser.
A mãe nestes casos, confunde as sensações, não as descodifica e vai provocando um terror sem nome, por falta de autoconhecimento, por insegurança e medos causados pelo mundo Capitalista que cada dia exige mais e rouba o amor materno que deveria estar presente.
MÃE
Em especial para minha querida e amada mãe, para todas as mães que estão
ao meu redor e que compartilham comigo a amizade e a maternidade espirtual
do acolhimento e para todas as mães que existem no mundo
que fazem o amor incondicional se perpetuar eternamente.
Mãe
Um amor sem igual,
Jamais houve outro como este,
Ama-me , não por meus atos,
Mas pelo ser que sou.
Ama-me apenas,
Por o que sou;
Uma parte sua
Um pedaço do seu ser.
És o colo aconchegante
Que eternamente está pronto
Para me receber.
E de braços abertos
Sempre está
Para me amparar.
De coração aberto,
Cheia de disponibilidade afetiva,
És poço de água fresca
Que sempre mata minha sede.
E torna-me sempre alegre
Animando-me diante das tristezas;
Desperta-me a fé,
Acende a chama da Esperança
Quando tudo parece se desfazer,
Sempre com uma palavra sabia,
Desperta o discernimento
Em meu ser
E convicta do melhor
Nutri-me com afeto,
Para o essencial da vida,
Sem duvidar,
Sem medo de sonhar.
Leila S Ribeiro Uzum
sábado, 1 de maio de 2010
Escrever não é escolha;
É necessidade necessária,
Um egoísmo puro e momentâneo ,
Que proporciona liberdade,
Solidão e
Ilusão.
Escrever é chegar próximo
A todas as coisas,
Que estão distantes
Ou não tão possíveis.
Escrever é encontrar
O que não pode ser encontrado,
É estar do lado oposto,
Na contramão,
É não saber o que significa razão,
Pois a caneta discorre sobre o papel,
No impulso da emoção.
Leila S Ribeiro Uzum
sexta-feira, 23 de abril de 2010
PERDAS E GANHOS
Refletindo, e inspirada pelo livro de Judith Viorst concluí que, no curso de nossa vida, abandonamos muito do que amamos e somos abandonados também.
Perdemos e pagamos o preço para viver.
Sendo estas percas fonte de grande parte do nosso crescimento e dos nossos ganhos.
Ao trilhar o caminho do nosso nascimento até a morte, passaremos pela dor de renunciar, renunciar e renunciar a uma parte do que amamos.
E seremos provados em nossa resistência ao enfrentar nossas perdas necessárias.
Para entender como essas perdas se ligam aos nossos ganhos.
Pois, ao deixar a beatífica união total mãe-filho e cruzar as fronteiras imprecisas do mundo, transformamo-nos em um eu separado, consciente e único, trocando a ilusão de proteção absoluta e segurança absoluta pelas triunfantes ansiedade de caminhar sozinhos neste caminho ingrime, cheio de pedras e espenhos.
E ao aceitar a limitação do proibido e do impossível, tornamo-nos um eu adulto, moral e responsável , pois descobrimos que dentro dos limites impostos pela necessidade existe a nossa liberdade de escolha.
Então acabamos renunciado às nossas expectativas impossíveis, e nos tornamos um eu amorosamente ligado, renunciando a visões ideais de amizade perfeita, casamento perfeito, filhos e família perfeitos, em favor das doces imperfeições dos relacionamentos completamente humanos exercitando o amor incondicional.
E enfrentando as muitas perdas trazidas pelo tempo e pela morte, tornamo-nos um eu que chora e se adapta dia após dia, encontrando em cada estágio - até o último suspiro - oportunidade para transformações vivas e criativas.
Assim vejo o desenvolvimento como uma série de perdas necessárias durante toda a vida -mas as perdas também trazem ganhos subseqüentes , por isso deparo constantemente com a convergência dos opostos na vivência humana.
Descobri que muito pouco pode ser definido em termos de "este ou aquele. Descobri que a resposta à pergunta: "É isto ou aquilo?" geralmente é : "Ambos".
Que amamos e odiamos a mesma pessoa.
Que a mesma pessoa - nós, por exemplo - é boa ou má ao mesmo tempo.
Que embora sejamos impulsionados por forças além do nosso controle e do nosso conhecimento, somos também autores ativos do nosso destino, quando nos concientizamos e fazemos escolhas.
E que, embora o curso da nossa vida seja marcado por repetições e continuidade, é também extremamente aberto a mudanças a todo momento.
Pois é verdade que enquanto vivemos podemos repetir sem cessar os padrões estabelecidos na infância.
É verdade que o presente é definitivamente moldado pelo passado.
Mas é verdade, também, que as circunstâncias de cada estágio de desenvolvimento podem nos fazer reexaminar antigas disposições.
E não há dúvida de que o discernimento, em qualquer idade, pode evitar que cantemos novamente as mesmas tristes canções.
Assim, embora as primeiras experiências sejam decisivas, algumas decisões podem ser modificadas.
Não podemos compreender nossa história em termos de continuidade ou de mudança. Devemos incluir ambas.
E só podemos compreender nossa história reconhecendo que ela é feita de realidades externas e internas.
Pois o que chamamos de nossas "experiências"inclui não só o que nos acontece no mundo externo, mas também nossa interpretação dos acontecimentos.
Um beijo não é só um beijo - pode ser uma doce intimidade; pode ser uma intrusão ofensiva. Pode até ser apenas uma fantasia de nossa mente.
Cada um tem a resposta interior para os fatos externos da vida. Devemos incluir os dois.
Outra relação de opostos combinados que tende a se misturar com a vida real é a de natureza e criação. Pois aquilo que trazemos para o mundo - nossas qualidades inatas, nossos "dados constitucionais"- interage com a criação que recebemos.
Não se pode ver o desenvolvimento em termos só de ambiente ou só de hereditariedade. Ambos devem ser considerados.
Quanto a nossas perdas e ganhos, já vimos que freqüentemente se misturam.
As duras penas compreendi que para crescer, temos de renunciar a muita coisa. Pois não se pode amar profundamente alguma coisa sem se tornar vulnerável a perda.
E não se pode ser um indivíduo separado, responsável, com conexões e pensante, sem alguma perda, alguma desistência, alguma renuncia.
Refletir sobre estas perdas nos permite aceitar e modelar melhor os fatos do nosso dia a dia, de toda nossa história de vida.
Portanto perceber com nossas perdas moldaram e moldam nossas vidas, nos torna autônomos para começar a partir do hoje a construção de uma vida mais promissora e Feliz.
Se tivéssemos consciência que na vida perderíamos tanto, talvez nunca tivéssemos nascido.
domingo, 11 de abril de 2010
LAPIDAÇÃO DO DIAMANTE
Quantos caminhos se cruzam,
Em cada dia e em cada movimento,
Do hoje para o amanhã?
Quem aclara a mente
Descobre um diamante de muitas facetas,
Que espera lapidação.
Se não resistir as investidas do martelo
Refletirá seu brilho
E poderá aparecer com mais expressão.
Cada face do diamante
Revela um sentimento,
O burilar incessante
Devolve o encanto.
O opaco desaparece,
O brilho manifesta-se
A cada movimento
Então faz o escultor
Manifestar
O perdão,
A caridade,
O entendimento,
A humildade
E o amor.
Através da libertação
Traduz a luz
Do sentimento soberano
Formam-se todas as verdades.
E a certeza que se materializa,
Naquele que crê,
E envolve-se em oração.
Este emana o mais sublime pensamento.
Para estar no aqui e agora
Consciente da própria ação,
Percebendo intensamente a necessidade
De quem está no chão.
E este percebe quem está ao seu lado,
Quem lhe dá oportunidade
Para seguir
E vencer na caminhada.
Entendendo e
Compreendendo
Que estes são os meios
Para que surja o vencedor.
Na prática constante do amar-se,
Pois o inimigo de ontem
Pode tornar-se o amigo de hoje,
Quando a essência revelar-se.
Visualizam-se as intermináveis
Transformações
Feitas pelo Joalheiro
Que não se importa com os rótulos.
Apenas executa seu trabalho,
E na arte expressa
Transforma a Pedra bruta
Em jóia rara.
Leila S Ribeiro Uzum
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