terça-feira, 21 de dezembro de 2010

TEMPO DE NATAL

É Natal
Paira no ar aquele cheiro gostoso de amizade,
aquele sorriso de cumplicidade.
As árvores estão iluminadas e de lindos enfeites adornadas.
As pessoas se abraçam contentes carregando nos braços os presentes.
Os olhinhos ansiosos das crianças parecem renovar as esperanças.
É o espírito natalino!
Nesse cenário mesclado de cor, ajoelho-me diante do Senhor, 
e numa prece de gratidão, Lhe entrego meu coração.
Senhor! Hoje não é importante que a felicidade não tenha sido constante,
porque mais tenho a agradecer do que pedidos a fazer.
Pela grandeza deste dia lindo,
pela alegria de ver todos sorrindo, pelo sol que me esquenta
e pela luta que me acalenta, pelo beijo que posso dar,
pela lágrima que posso chorar, pela pessoa que posso ser,
e por tudo que posso ter, obrigado, Senhor!
Só tenho que lhe agradecer!
Mas  no nascimento de Jesus,
não posso esquecer do menor abandonado,
do jovem encarcerado, da mãe que o filho perdeu,
do pai de família que adoeceu,
de todos os drogados e de tantos desempregados,
das crianças desprezadas, das famílias desestruturadas,
dos mutilados de guerra, do problema dos sem terra,
dos que não tem o que comer, dos que sem cuidados vão morrer...
Por estes eu te peço, Senhor, a tua paz e o teu amor!
Que neste dia santificado todo sonho para o bem seja realizado! 
                                                      E todos os homens Abençoados!
         

sábado, 20 de novembro de 2010

CIÊNCIA DA PAZ

A paciência é sem dúvida uma arte, alguns já nasceram bem munidos dela, outros necessitam de mais esforço para apreendê-la. Ainda bem que não são como os neurônios.
Cada pessoa já nasce com uma determinada quantidade destes e ao longo da vida vai só perdendo.
A paciência pode ser exercitada e consequentemente podemos crescer em sua virtude. 

As ocasiões em que somos testados são as mais diversas, uma pessoa inoportuna, um chefe intransigente, uma promessa que não se cumpre, demora em algum atendimento, enfim, os próprios reveses da vida.
Respire fundo, eleve seu pensamento ao alto para o Criador pedindo calma, paciência, não só para as situações, mas também para com os semelhantes, pois é através deles que testamos nossa coragem, pois há mais força em suportar uma desavença do que rebater e agir do mesmo modo, a superioridade vem com a Moral e não com a voz mostrando-se uma pessoa " Altiva" só é respeitado aquele que se faz merecedor do respeito, tratando as pessoas com cordialidade,justiça e amor.
"Um momento de paciência pode evitar um grande desastre; um momento de impaciência pode arruinar toda uma vida". Provérbio chinês
"Se fiz descobertas valiosas, foi mais por ter paciência do que qualquer outro talento". Isaac Newton
"A Paciência é diretamente proporcional ao Propósito.Se você realmente quer,sabe o que quer,você tem Paciência". Dr. Celso Charuri
"A paciência faz contra as ofensas o mesmo que as roupas fazem contra o frio; pois, se vestires mais roupas conforme o inverno aumenta, tal frio não te poderá afectar. De modo semelhante, a paciência deve crescer em relação às grandes ofensas; tais injúrias não poderão afectar a tua mente". Leonardo da Vinci

Penso que a vida é um eterno exercicio para a ciência da Paz " paciência" saber esperar o tempo certo ou o tempo de Deus para a realização de sonhos, projetos e desejos, é vencer o gigantesco desafio da ansiedade.

É ter a certeza de  que  tudo dará certo no momento certo e que se não deu certo ainda é porque não chegou o momento.
Saber esperar é uma prova de fé e confiança certeira nas ações do Criador... por isso devemos seguir espalhando o amor... ele sim tranformará tudo , pois Deus é amor..

Leila Uzzum


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

JARDIM DA VIDA


Iniciar mais uma semana, ter a oportunidade de vivenciar mais um dia com expectativas boas , com certeza é uma escolha.
Poderia olhar  para esta mini jornada que compõe a vida de forma bem pessimista, devido tantas experiências traumáticas.
Mas do que valeria estas experiências , se não as tivesse tranformado em algo bom.
Encontrar o bem em tudo realmente é um desafio, pois as etapas de desenvolvimento e crescimento podem ser obscuras e confusas, podem estruturar ou desestabilizar.
A obscuridade nesse estágio intensifica a ansiedade , aumenta a vontade de acelarar o passar do tempo para logo encontrar o momento ápice que resume-se em felicidade.
Um momento de alívio que a realização mais infíma provoca no ser.
Este conjunto de pequenas realizações compõe o que se pode chamar de contentamento.
São vários momentos que compõe o prazer de viver, de sonhar ,de querer e amar.
Formados com certeza por lágrimas  da perda e por gargalhadas da conquista.
Por isso agradecer a cada raio de sol que traz consigo a manifestação do movimento da vida, assim como agradecer o cinza do céu que traz a chuva e faz os campos florirem.
É inebriar-se com o perfume da vida manifesto no sorriso do jardim da vida que está constantemente a florir.

Leila Uzzum






quinta-feira, 11 de novembro de 2010

LIBERTANDO-SE DO SENTIMENTO DE RANCOR E VINGANÇA



 No meu dia a dia, o stress diário da vida corporativa e os relacionamentos com o ser humano sempre me levam a refletir sobre o comportamento humano  e percebo a cada dia que vivemos iludindo-nos desde o nascimento até a morte , quando pensamos na vingança como forma de prazer e realização.
E como pobres pecadores que somos  sem percebermo-nos como alquimistas  de tantas e tantas experiências, onde  cada uma delas nos  ajuda a ultrapassar  as barreiras e a vencer desafios, onde  algumas dessas falhas tornam-nos sempre homens e mulheres um pouco melhores a cada vez.
Pois essa é a lei  da criação, da evolução e da  expansão infinita, que segue as trilhas dos descaminhos em busca da perfeição  absoluta, manifesta no encontro do Deus criador.
Iniciamos nossa caminhada que poderia ser retilínea, rápida e alegre, enredando-nos cada vez mais, criando obstáculos desnecessários, obrigados a contornar essa mesma estrada por atalhos estreitos e pedregosos muitos deles, mas também nas lutas entre perseguidores e vítimas que se transformam por sua vez em carrascos. Assim as dores são limas que cada vez mais burila nossas almas imperfeitas.
Então  como a pedra que se transforma, sob a pressão do martelo em diamante de brilho esplendoroso e beleza impar.
Caminhamos mais lentamente do que deveríamos, mas sempre no sentido do Bem, do Amor e da Harmonia universal embora não pareça.
Esse é o desafio manter-se firme na esperança, na fé e  na pratica da Caridade, abrindo os olhos para tentar compreender o sofrimento e os horrores que enfrentamos diariamente.
Sem deixar-nos  envenenar pelos monstros que se manifestam e contaminam a vida com  o mal que  camufla e destrói o que é bom, belo e agradável.
Sei que prometemos não sentir mais raiva - mas quando  o engarrafamento de trânsito, o chefe grosseiro ou seja lá o que for que nos atinja bem lá no fundo... surje a próxima explosão de rancor.
E fica a questão:
Será que tem jeito? 
Será que estamos condenados, mesmo que desejamos viver uma vida mais espiritual, a conviver com esse demônio solto dentro de nós?

Leila Uzzum 
 

terça-feira, 12 de outubro de 2010

NÃO TE SINTAS SÓ



Não te sintas só...
Estás acompanhado das mais belas bênçãos, do mais puro amor, da eterna proteção Daquele que te acompanha dia a dia.
Estás acompanhado do sentir,
do amar, do ser, do existir.
Para cada passo que dás,
um novo mundo surge a tua frente.
Para cada coisa que aprendes e compreendes, uma nova forma de ver a vida
é despertada dentro de ti.
O Universo acompanha tua vontade,
pois assim quis Aquele que te criou para que nunca te sentisses sozinho.
És tão perfeito quanto o nascer do sol sobre os campos floridos, tão precioso quanto o ar que respiras, quanto a quietude, a paz de Deus.
Participa de tudo aquilo que o Criador deixou para ti. Isto é tudo que te é pedido.
Não creias que Ele te deixou a escuridão, tampouco a dor de estar só.
O que te move perante esta vida é a Sua vontade em ver-te pleno, descobrindo tua imensa beleza, teus quintais frutíferos, tuas luas azuladas, teu amor interior, tua mansidão.
Tudo está disponível a tua evolução.
Cria olhos para veres,
cria silêncio para sentires.
Cria simplicidade para compreenderes
o ritmo de cada coisa.
Sê alegria para sorrires,
sê paciência para floresceres.
Sê amor para amares profundamente a vida que está inserta
em cada partícula deste imenso Universo que trazes dentro e fora de ti. 

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

CONFIAR EM DEUS



Recebi esta mensagem que veio em momento oportuno, senti no coração a vontade de compartilhar, há aqueles que odiarão, outros criticarão,outros até que zombarão, pois não tiveram a experiência de sentir a presença do criador em suas vidas,  porém há também os que receberão este texto como uma resposta divina. 
Parafraseando o Filósofo..." Nada é por Acaso"... Então aproveitem e reflitam:


O profeta Isaías, ao se referir à grandeza de Deus e à confiança que nEle deve ter o homem, diz:

“Os que esperam no Senhor, adquirirão sempre novas forças, tomarão asas como de águia, correrão e não fatigarão, andarão e não desfalecerão.” Isaías 40:31


É muito singular que o Profeta compare os que confiam no Senhor às águias. É que elas têm uma forma toda especial de enfrentar as tempestades. Quando se aproxima uma tempestade as águias abrem suas asas, capazes de voar a uma velocidade de até noventa quilômetros por hora, e enfrentam a tormenta. Elas sabem que acima das nuvens escuras e das descargas elétricas, brilha o sol.

Nessa luta terrível elas podem perder penas, podem se ferir, mas não temem e seguem em frente. Depois, enquanto todo mundo fica às escuras embaixo, elas voam vitoriosas e em paz, lá em cima. Confiança que traduz certeza é o seu lema. Para além da tormenta, brilha o sol, e o sol elas buscam.

Na morte, as águias também dão excelente lição de confiança. Como todos os seres vivos, elas também morrem um dia. Contudo, alguma vez você já se deparou com o cadáver de uma águia? É possível que já tenha visto o de uma galinha, de um cachorro, de um pombo. Quem sabe até de um bicho do mato nessas extensas estradas de reserva ecológica. Mas, com certeza nunca encontrou um cadáver de águia.

Sabe por quê? Porque quando elas sentem que chegou a hora de partir, não se lamentam nem ficam com medo. Localizam o pico de uma montanha inatingível, usam as últimas forças de seu corpo cansado e voam naquela direção. E lá esperam, resignadamente, o momento final. Até para morrer, as águias são extraordinárias.

Quando, por ventura, você se deparar com um momento difícil, em que as crises aparecem gerando outras crises, não admita que o desânimo se aposse das suas energias. Eleve-se acima da tempestade, através da oração. Pense que Deus é o autor e o sustentador de todo o bem. Pequenos dissabores que estejam atingindo você são convites a reexame dos empecilhos que enchem a estrada da sua vida.


Discórdia é problema que está pedindo ação pacificadora. Desarmonias domésticas são exigência de mais serviço aos familiares. Doença é processo de recuperação da verdadeira saúde. Até mesmo a presença da morte não significa outra coisa senão renovação, e mais vida.


Pense nisso:

Sempre que as aflições visitem seu lar em forma de enfermidade ou tristeza, humilhação ou desastre, não se entregue ao desalento.
Recorde que, se você procura pelo socorro de Deus, o socorro de Deus também está procurando alcançar você!
Se a tranqüilidade parece demorar um pouco, persevere na esperança, lembrando que o amparo de Deus está oculto ou vem vindo.

Autor desconhecido

sábado, 25 de setembro de 2010

CIDADÃO DO UNIVERSO

Na existencia humana
Experiênciamos o risco,
E a oportunidade
De realizar
Ou frustar.
Assim como o universo
Está em expansão
Também o ser
Se expande
Para a autocoerência
Neste pequeno ponto azul,
Que viaja pela galáxia
E nós egoistas que somos,
Nos sujeitamos com
A extinção
Ante os perigos,
Provocados pela destruição
Interna e externa,
Que revelam adversidades
E exige de cada um
Esforço máximo,
Para ser si mesmo,
Revelar  o que está latente.
A solidariedade,
Para a concórdia das dimensões
Significativas da vida
Que desperta cosemoéticamente
No ser  ao manifestar
A condição de cidadão,
Do universo.

Leila Uzzum

domingo, 19 de setembro de 2010

DE BEM COM A VIDA



Estar de bem com a vida e conosco mesmo, é buscar a força criadora e geradora de estimulos que existe dentro de todos.  Essa  motivação pura e altruista, existe e precisa ser externada para todos ao nosso redor, seja pelas nossas atitudes, pensamentos, palavras de coragem, ou simplesmente um olhar carinhoso ou "tapinha nas costas".  Se pudermos compreender, resolver e externar essa força, essa motivação existente em nosso cosmo interior, formaremos a base perfeita para praticar perfeitamente qualquer forma de transformação interior, auto-cura e crescimento.
   Muitos dizem que estamos vivendo uma era de poluição, superficialismo e auto-destruição. Mas se passamos por isso, é por nossa livre e espontanea vontade. Pois nada e nem ninguem nos obriga a pensar e a fazer o que não queremos. Ninguem nos condena a nada. Nós mesmos é que acreditando em um castigo, nos auto-punimos. Este pensamento não deseja desfiar crenças ou fé de nenhuma filosofia religiosa. Apenas abrir um campo de pensamento para nós mesmos. Pensarmos que para primeiro curar o corpo, devemos primeiro curar a mente. Pois nossas doenças e dificuldades tem origem em nossos pensamentos. Assim como a cura e abertura de caminhos.
  
 O universo é sábio. Saibamos nós dentro do universo infinito buscarmos a nossa própria sabedoria.
"  O CORPO DO HOMEM, É ELE MESMO EXTERNALIZADO, UMA MANIFESTAÇÃO OBJETIVA DE SUA NATUREZA INTERNA...
...A MATERIALIZAÇÃO DAS QUALIDADES DE SUA CONSCIÊNCIA"...
                                        Dr. Edward Bach.

INSIGNEA


Tens olhos vagos e mornos,
Mas com contornos macios
Lembra-me coloços de Portas
Que vão longe.

Em divinos retratos
Como uma flor no regato
Traz a beleza latente
Quando me olhas sorridente.

São gotas de luz que desponta
E no crepúsculo  faz-se resplandescente.
Indicando o caminho do amor,
Sabes como me deixar contente.

Liberta minha alma da dor
Ovida pelo fragor da mente
Numa fração de segundo
Torna mais bonito meu mundo.

Limpa o fulmejar dos fatos
Quando o que se sente é puro fulgor.
Aquece o corpo, e toca a essência
Bem lá no fundo com clamor.

É a De tomar posse e 
Justificar toda esta emoção
Que descompaça os batimentos e causa calor,
Na insignea de quem é...Rei do meu coração.

Leila S Ribeiro Uzum

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

SETE DE SETEMBRO 2010



Sete de setembro de 2010, dia da pátria, dia da independência, dia em que comemoramos a conquista da  liberdade.
Mas que liberdade?
Liberdade  que ao meu ver  continua ausente em nosso país de dimensões continentais, de solo fértil e rico , de onde extraímos os mais variados metais, pedras  preciosas, e o leite negro do petróleo, que não sofre com os  terremotos,  não possui grandes variações do clima  e de povo acolhedor.
Porém  ainda percebo este povo como escravo, tolhido de liberdade, pois, uma maioria de mais de 70% deste povo que vive sem direito a uma educação e assistência médica digna, além de outros direitos básicos cada vez mais precários.
Principalmente quando se trata da valorização da mão de obra, onde o clico de poder sempre fala mais alto, e a exploração por vezes torna o ser indigno de obter o mínimo de seus direitos básicos garantidos pela constituição, uma vez que até o governo por vezes não cumpre seu papel de provedor, perante aos filhos da Pátria.
Viver sem estes direitos é viver sem liberdade. E ser livre, nos remete a direitos e obrigações dentro de uma democracia, certo?
Ora, se somos livres, tomamos decisões, desde que estas não ofendam o Estado Democrático de Direito e não estejam prescritas como verbos de tipo criminal..
Contudo este povo é roubado a cada governante eleito não importa se por um erudito sociólogo ou por um ex-líder sindical , tão demagogo e conivente com a corrupção, quanto tantos outros.
Então  temos que ter consciência de que para ser livre, é preciso exercer o livre arbítrio , fazer escolhas e assumir as consequências dessas nossas escolhas.
É preciso questionar, pensar, debater, racionalizar.
É preciso combater o obscurandismo, o temerário, o ilusório.
De tal sorte, que para ser livre pode-se questionar as próprias  atitudes e as do próximo e então refletir, pois a liberdade virá um dia, mais cedo ou mais tarde,  virá!
Aí, sim poderemos ir às ruas e comemorarmos por um país livre com justiça social e livre de dirigentes ineptos ou corruptos.
Enquanto ela não chega realmente o que podemos fazer é sonhar,sonhar e sonhar, sempre.
Esta é a chama que mantém vivo o direito de lutar pela liberdade, constantemente, por isso penso que chegará o dia em que teremos um sentido mais forte de pátria, criaremos laços e tradições que nos tornarão firmes e fortes e realmente patriotas.
Quando pensarmos  na nossa nacionalidade, naquilo que produzimos de positivo para o mundo, mas também nos nossos problemas e lutar para solucioná-los a fim de deixarmos um país mais digno e honesto para as futuras gerações.
A nossa verdadeira independência não depende de políticos, considerados heróis ou salvadores da pátria e sim de nós, povo consciente de seus deveres e direitos. 
Precisamos pensar: No dia da Independência do Brasil...._Qual foi seu grito de excluído? 
No que nos falta para ser feliz? Quando iremos  levantar do berço explêndido e  assumir nossa posição de verdadeiros Patriotas e Brasileiros?

Leila S Ribeiro Uzum

sábado, 4 de setembro de 2010

BAILAMOS


Duas aves a vagar pelo espaço...
Assim somos nós,
Mesmo sem saber
Bailamos no compaço
Da emoção 
E estamos atados.
Como ramos
Que se emaranhão
E com o tempo
A cada dia
Tornam-se presos.
Por uma só haste.
Que de tão perto instiga a vontade e 
Espera-se sempre o beijo
A realizar o desejo.
É como desabrochar da flor
Mesclados ao longo gozo.
A conhecer o universo,
Contido na estrela,
Que viaja e perpassa galáxias.
Assim como as hemácias
A passear  pelo  corpo
Através do sangue.
Fazendo imagens
Materializar
O encontro explosivo.
Que num segundo
Faz surgir a luz
No fim do mundo.
E por entre fumaças,
Ouve-se a canção
A dança manifesta-se,
Neste imenso salão
Chamado vida.
Por onde bailamos,
Livres, leves e soltos.
Sussurando o amor,
Que agora transforma-se em trovoeiro,
E como sino do mosteiro
Chama para si atenção ,
Por seu badalar.
Então  batem  nossos corações
Que guiam-se pelo nevoeiro,
E encontram-se por intuição.

Leila S Ribeiro Uzum

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

INTEGRALIDADE

Tomando consciência do dinamismo

Das particularidades
Onde o entre,
Traz uma nova multiplicidade.
Esta permite o homem ver
Em sua integralidade
Quando se encara nas suas relações
Principalmente com o seu ser.
Através da destinação,
Da comparação
Onde a interrogação situa o homem
Em sua natureza.
De maneira que a distinção e a concretude
Recebe o indivíduo
Pelo sentido do mundo.
Porém sua totalidade está ,
Na vida conduz-lhe para a morte.
Sendo está uma experiência  única.
E  nesta trajetória
O homem é um ser,
A ser compreendido.
Mas que também compreende e perscruta
O sentido da própria existência.
Portanto quando totalidade ou integralidade
São interrogativas.
Convém ao homem,
Buscar a reflexão,
Para encontrar as  manifestações múltiplas
Da experiência humana.
Enfim o Homem pode ser
A pessoa humana
Quando se integra
Em suas relações com o ser.


Leila S Ribeiro Uzum

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

PALAVRA CRIA A RELAÇÃO


A palavra gera a relação.
E a relação é o sentido da ação,
Então a existência está “entre” dois pólos.
No vazio criativo
Em um lugar além do homem.
A quem do mundo,
Além do Eu
E a quem do Tu.
Numa dialética...
Que cria estruturas mútuas.
Resultado do diálogo
Entre o homem e Deus.
Uma relação que organiza
E nos ajuda a compreender o mundo,
A compreender o que é ser...
E por fim a existência humana.
Assim o diálogo permite a interrogação
A produção de um novo universo.
E interrogar o homem
É abordá-lo em sua totalidade
Segundo sua significação.
É tê-lo como objeto de toda reflexão.
Do que pode o homem fazer,
Do que pode o homem esperar.
Então a resposta revela a descoberta,
Da sua finitude
E da sua participação no infinito
Qualidade que permite o ser
Reconhecer o sentido profundo
Da sua natureza humana.


LEILA S RIBEIRO UZUM

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

OLHAR O MAR


A linha do horizonte une céu e terra,

Este é primeiro pensamento que tenho
Quando posso olhar o mar.
Sentada a sombra de um coqueiro
Que substitui o guarda sol.
Sinto-me pequena perante tanta imensidão.
E claramente percebo que há grande mistério.
Entre a realidade e o imaginário.
Em que a brisa traz cheiros
Traz o aroma da liberdade,
Neste momento singular,
Onde vislumbro a diversidade.
Repleta de matizes e cores,
Aromas e odores,
Que são inconfundíveis,
A quem percorre a estrada da vida,
E guarda na lembrança momentos,
Que possibilitam
O retrocesso no tempo.
Esta visão me permite
A obter nova Ótica dos fatos,
E ajuda-me a escapar,
Da cristalização, da repressão.
Então percebo que  posso surfar,
Nas ondas imensas das emoções,
Que se formam no fundo em mar profundo.
E movidas pelo vento,
Vêem em direção a rebentação,
Para o fragor das ondas
Que quebram na beira da praia
Acalmando-se no instante em que encontra a areia.
Por isso observar o vai e vem constante das águas,
Embala a mente,
Entorpece o pensamento
E me faz adormecer suavemente.
Depois de tanta exaustão e sordidez,
Do transcorrer do tempo,
Sobrepondo-me aos fatos,
Para elevar-me as alturas,
E assim do topo enxergar,
O mundo...
A vida...
A eternidade...
Olhar o mar e ver
O centro de tudo.


Leila S Ribeiro Uzum



sexta-feira, 20 de agosto de 2010

CADA DIA UMA NOVA VIDA



Nas experiências diárias podemos nos encontrar
por várias encruzilhadas.
Basta uma escolha
Para determinar uma direção.
Mas tantas outras
São deixadas para trás.
E ao relembrar as opções.
Resta na mente a questão...
Da eterna dúvida do que teria sido,
Se tivesse escolhido outro caminho.
E ai é que mora o perigo,
O desejo de buscar o que foi abandonado,
De deixar os sentimentos anteriores do passado
Atormentar o que estava estagnado.
Simplesmente por desejar
Experimentar:
A  felicidade mesmo que momentanea,
De quem aprender a amar,
Mas  a ilusão que consome,
Num segundo transforma,
Amor em ódio,
Afeto em raiva,
Segurança em medo.
E num segundo portanto
Se retorna a lucidez
da escolha que se fez,
É neste labirinto 
 que se encontra o caminho...
Arrancando do peito a passione,
De quem por muitas vezes
Busca as quimeras das sensações
Das reações avassaladoras das paixões.
Que são momentaneas
E passam como um tornado...
E  a realidade destrói.
Deixando restos dos castelos
Imersos na areia
Das grandes emoções.
Por isso é preciso destruir o velho hábito,
De encantar-se pelas ilusões.
E  assim em seu lugar desejar algo novo
Que revele uma nova direção,
Um novo caminho.
Pois os sentimentos difíceis continuarão,
dentro de cada um.
Mas ao contrário da reação ,
É possível fazer nova escolha e
Decidir por uma nova ação.
E assim de dia em dia ,
De escolha em escolha,
A cada amanhecer ...
Abre-se a janela da possibilidade
de viver a  cada novo dia,
Uma nova vida!




Leila S Ribeiro Uzum


















quinta-feira, 19 de agosto de 2010

OLHAR

A alma banhada de luz

Reflete o espiritual,
Então vê  uma imagem
Contempla a semente,
Que é orientada por um
Proposito de servir  ao amor 
Em todos os ângulos,
Como manifestação Celeste,
Que busca exclusivamente as riquezas do interior,
E não somente as terrenas.
Então segue um só código  de fraternidade ,
e esquece os julgamentos morais.
Vê a possibilidade da amizade
Onde ela realmente existe,
Vê a possibilidade da solidariedade
Onde ela realmente se manifesta.
Pois o olho natural capta a luz,
Que guia todos os seres em suas ações.
A ALMA, a mente SIMPLES, recebe a sabedoria
Para discernir entre mentira e verdade
Onde a luz do espirito puro guia o homem no caminho do bem.
Os olhos físicos determinam se uma pessoa pode ver, ou não.
A percepção espiritual ou a maldade dos Olhos vem do Coração!
Se o coração espíritualmente está enfermo, a visão  é comprometida.
Então: "Iluminados os olhos do vosso coração" - Ef 1:18.
Veja o bem que transforma o coração,
Pois já disse alguém:
"... O essencial é invisível aos olhos."
Os "olhos espirituais" de uma pessoa são "bons",
Quando o divino e o humano se encontram e interagem.
O olhar do homem natural quando se submete à direção do olhar espiritual,
Gera uma simples visão,
E não dupla!
Pois o indivíduo pleno da Luz ilumina o mundo ao seu redor,
Assim como um candeeiro ilumina a sala toda.

Leila S Ribeiro Uzum



Paisagem


Passarinhos cantam e sobrevoam o céu azul
Que se mostra sorridente,
Feliz pelo sol que nasce,
E que faz tudo que vive contente.
Revela a beleza oculta,
Nas sombras da imensidão do inverno.
Que resfria o corpo, 
E congela a alma,
De quem busca o sorriso perdido,
O amor profincou,
O calor de outrora.
A paisagem consola os olhos
Preenche por momentos o vazio
Dando sentido ao que passou.
Enche de esperança
Aquele que se perdeu no tempo,
E neste exato momento percebe
Que já descansou.
Então refaz-se a criança
Que levanta-se e anda,
E corrento retorna ao caminho
Que havia perdido
E com o perfume das flores
Com a brisa da aurora,
Com o verde que aflora,
Com o colorido do dia,
Novamente se revigora,
Pois percebe que,
Não está sozinho.
É a consciência que expande,
E faz renascer a temperança,
Impulsionando tudo o que vive.


Leila S Ribeiro Uzum

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

É PRECISO PARTICIPAR



São inúmeras as necessidades particulares e coletivas que envolvem as pessoas hoje, de um modo geral. Necessidade de afeto dos familiares, dos amigos, dos colegas de trabalho, dos chefes.
Necessidade de um lar confortável, de ir à praia no final de semana, de comprar algo no shopping ou na feira, de ser reconhecido como uma boa pessoa pelo círculo de amizade e como um bom profissional pelo seu companheiro de trabalho, pelo seu gerente.
 E esta relação de necessidades diante do universo que nos cerca faz parte do íntimo de todos nós. Está na cultura dos que se permitem fazer parte da sociedade globalizada na qual o planeta está mergulhado.
 Numa organização, campo de atuação do meu pensamento hoje,em que posso observar de vários ângulos, óticas diferenciadas da assimilação por indivíduos ricamente distintos, com necessidades e expectativas variadas frente à função e às atividades que se propuseram executar.
 E dentre tantos sentimentos despertados, a auto estima de um funcionário passa a ter relação direta com o retorno obtido dos chefes acerca do desempenho de suas funções. Será que o patrão gostou? Será que estou fazendo certo? Onde será que posso melhorar? Essas e outras perguntas podem ser respondidas utilizando ferramentas aparentemente simples, mas que transformam realidades abstratas em resultados concretos de desenvolvimento humano pessoal e profissional.
A participação do “patrão” nesse processo de descobertas e aprendizagem, deixando de lado a zona de conforto e buscando meios de solucionar problemas, de otimizar recursos humanos e resultados, pode ser a diferença entre reter ou perder talentos, entre se desenvolver ou ser ultrapassado.
A participação ativa dos chefes no desenvolvimento pessoal e profissional dos seus subordinados nem de longe deveria ser uma paixão platônica, visto que deles depende grande parte do fornecimento de recursos fundamentais para o bom desempenho dos funcionários em suas atividades.
Esse comprometimento, que hoje ainda é uma tendência, deveria fazer parte da cultura organizacional desde a elaboração estratégica da missão e da visão, sendo disseminada a todos os funcionários no processo de seleção, no primeiro treinamento e continuamente em cada processo ligado à busca pelos objetivos comuns a todos na empresa.
 A importância dessa relação participativa entre patrão e empregado fica ainda mais evidente quando se questiona quem seria o maior interessado em desenvolver de maneira eficiente as atividades que lhe são atribuídas.
É o colaborador o maior interessado em fazer bem feito. Além das necessidades básicas do ser humano, como alimentação, saúde e moradia, o trabalho alcança ainda necessidades relacionadas a auto estima.
 O reconhecimento dos colegas, familiares e amigos, o desejo  de conquistar novas oportunidades, de se sentir importante e necessário na realidade em que atua.
E diante dessa expectativa, são os chefes que podem confrontar metas com realidade. São eles que devem deter ferramentas para um feedback produtivo, objetivando mudanças favoráveis à organização e ao próprio funcionário. E para auxiliar gerentes, supervisores, patrões de modo geral, são inúmeros os métodos tradicionais e modernos à disposição de uma avaliação de desempenho.
De certo que ao falarmos em avaliação de desempenho participativa, feedback de gerentes para funcionários e vice-versa, tendemos a deixar para segundo plano os métodos mais tradicionais de avaliação. Ainda que muito utilizados pelas empresas, os métodos de escala gráfica, escolha forçada e de incidentes críticos, por exemplo, são caracteristicamente burocráticos, rotineiros e repetitivos.
Deixam de lado algo importante, como as diferentes habilidades e dificuldades únicas de cada indivíduo. Todas as pessoas são diferentes, possuem atributos físicos e mentais diferenciados umas das outras, participam de grupos sociais diferentes, religiões e culturas distintas.
Não podem ser vistas como exemplos de um padrão universal, homogêneo. É tempo de desmistificar a relação entre patrões e empregados, resgatar relações interpessoais e entender que um chefe não o seria se não houvesse subordinado.
 É preciso ainda que esta classe, a dos operários, possa ver em seus gerentes um segundo “pai”, que está ali para gerenciar de forma ética e responsável aquele segundo lar, no qual, na maioria das vezes, passa maior parte de seu tempo.
Os métodos mais modernos de avaliação de desempenho vieram para transformar a cultura do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Já se começa a perceber a importância de ouvir mais àqueles que são a chamada linha de frente de qualquer organização.
Afinal, são os operários que lidam mais diretamente com os clientes, com as máquinas que produzem os bens a serem vendidos. Eles são a maioria. Reduziu-se o espaço do autoritarismo e da centralização de poder que tanto minimizam as possibilidades de descobrir internamente novas idéias, sugestões criativas e dinâmicas que produzem boas mudanças.
O método de avaliação de desempenho por competências, por exemplo, valoriza as capacidades de cada indivíduo, acrescenta outras, aumenta as que já existem. Estimula o funcionário a se desenvolver, criar, dar sugestões para a melhoria do próprio ambiente de trabalho. Competências conceituais, relacionadas ao conhecimento e ao domínio das informações de que precisa para executar suas tarefas, competências técnicas, voltadas ao domínio de ferramentas específicas de uma dada área de trabalho, e competências interpessoais, ligadas ao importante ato de se comunicar e se relacionar eficazmente com todos ao seu redor, são avaliadas e comunicadas de forma a valorizá-las e direcioná-las rumo ao futuro pessoal e profissional de cada indivíduo avaliado. Juntos, patrões e empregados formam uma equipe, uma família.
É certo que toda mudança provoca resistência, rejeição e incredulidade por parte de algumas pessoas. Mas de maneira alguma isto é justificativa para não mudar, para não abandonar a zona de conforto que nos torna míopes.
Sem a visão participativa e desmistificada dos chefes junto a sua equipe todos saem perdendo. Perdem-se idéias, aliados, funcionários comprometidos, clientes satisfeitos e gerentes e empresários de sucesso.
 Patrões não existem por si só, não se bastam, não se constroem sozinhos. Organizações são famílias, patrões são seus chefes. Mas não basta tão somente sê-los, é preciso sentir que os são, é preciso vestir a camisa, é preciso participar.

Autor Desconhecido

Li este texto em um jornal, e quis compartilhar com os amigos, creio que a reflexão referente as relações de trabalho nos guie para o crescimento.
Tudo é aprendizado, assim como os chefes, também deve cada indivíduo refletir sobre sua conduta, e através do diálogo encontrar o melhor caminho.
Muito embora esse diálogo seja as vezes dificultado, ou impossível, nunca devemos estagnar.
O  objetivo é o crescimento sempre de ambas as partes, de forma que todas as necessidades sejam satisfeitas em todos os aspectos, principalmente quando se Busca a Felicidade sempre.

Leila Uzzum

domingo, 8 de agosto de 2010



Te vejo,
Mesmo que não percebas,
Transpasso sua matéria
E chego quase que tocar sua alma,
Por isso sei bem quem és.
Criança Carente,
Que busca um colo ausente.
Petrificado frente a sensibilidade
Reflexo de sua fraqueza.
Isso lhe incomoda,
Pois estás frente a feminilidade
Desconhecida da sua  sistemática
Forma de ser;
Faz-se ela tão imensa
Que parece-lhe um Tsuname
A te engolir,
Quando as emoções afloram,
E não tens para onde fugir.
Reage agressivamente,
Mesmo que isso lhe faça sucumbir
Não vê que nela
Mora a mansidão de seu ser.
Parece-lhe ela o monstro imaginário,
pronta pra te destruir,
Bastaria aproximar-se
E tudo iria
Fluir,
Com a naturalidade do próprio
Existir.
Pois a integração realizaria
O milagre da transformação,
quando pudesse sentir.


Leila Uzzum

Sawu bona! - Sikhona! Você sabe o que é?


Quando iniciei a faculdade de Direito , a 1ª aula do professor Waldemar Milanez, na matéria formação do Homem Contemporâneo, foi exatamente baseada neste costume relatado abaixo.
Sinto muita saudades dessas aulas, que nos faz tomar consciência da nossa vocação para este mundo,que nos faz sentir como seres humanos cheios de amor reprimido, pedindo para ser expandido, por isso resolvi publica-la aqui, pois já dizia o Poeta: " Recordar é viver." principalmente quando as recordações são boas.
Entre as tribos do norte de Natal, na África do Sul, a saudação mais comum, equivalente ao nosso popular "olá!", é a expressão:

- Sawu bona. Literalmente, significa: -Te vejo.
Um membro da tribo poderia responder:
-Sikhona! (Eu estou aqui!).

O importante é o simbolismo desta troca de cumprimento:
- Até você me ver, eu não existo.
Ou seja: ao me ver, você me faz existir.
Este significado faz parte da cultura ubuntu e, talvez, só faça sentido para aquelas tribos.
Várias são as teorias psicológicas que afirmam a importância do Outro na formação de nossa identidade, de nossa subjetividade.
Nascemos como 'tabula rasa' em termos de linguagem, noção de identidade pessoal e consciência do Eu. Sem o Outro da cultura, sem alguém que nos veja como um semelhante, nada seríamos.
A Psicanálise - principalmente a partir de Jaques Lacan - demonstra que até mesmo o Eu de cada um é uma criação imaginária vinda do Outro, ou seja: é a partir do olhar da mãe (Outro) e dos cuidados de outros seres humanos que nos tornamos igualmente humanos.

Por isso , meus queridos amigos, Sawu bona para todos.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

ANALISTA LIBERTA E CURA ATRAVÉS DO OUVIR







No dia a dia, passamos por situações estressantes, conflitos, desafios e uma série de dificuldades que resultam em ansiedade ou angústia, desde que me formei  Psicanalista há 08 anos , meu maior trabalho  como analista, é olhar para Eu mesma, buscando reequelibrar meu ser perante os fatos da vida,e ajudar aqueles que estão ao meu redor a olhar pra si mesmo.

Porém por mais que conheça , compreenda e exercite a auto análise, as vezes fica difíl encontrar a saida dos labirintos que a vida nos apresenta , como caminhos de crescimento, onde o objetivo é sempre expandir, não o corpo, mas a mente através da consciência.

Respondendo ao questionamento de uma amiga sobre doença e cura, e como  a análise pode ajudar, posso dizer que adoecemos como uma forma paroxistica de liberar o quantum energético acumulado na mente causado por incontados conflitos, sendo a doença uma manifestação, um sinal de algo que não está bem interiormente na mente.
  
Se entendemos por cura o restabelecimento da saúde, podemos dizer que em medicina o objetivo é o retorno a um estado de equilíbrio anterior à doença, compreendendo-se esta como uma perturbação do organismo sadio.

Em psicanálise, lidamos com estruturas psíquicas , com algo que foi paulatinamente construído e arquitetado, na história de vida  do indivíduo.
A proibição do incesto, norma constitutiva da própria condição humana, causa estruturante do corpo erógeno é a base de todos os conflitos na vida afetiva de um ser humano, pedra angular etiológica que desencadeia as neuroses manifestos nos relacionamentos consigo e com os outros, então, podemos falar de cura?

Penso que sim, uma vez que, o indivíduo encontra-se encapsulado em seu corpo erógeno, cheio de sensações que influenciam seu psíquico e a psicanálise lida com este sujeito aprisionado em si mesmo.

O analista  sabe que os sintomas satisfazem o indivíduo, pois  este constitui-se  num sistema onde algo se arranja. Caráter paradoxal que apontou Freud em "Inibições, Sintoma e Ansiedade" (1925) onde, ao mesmo tempo que o sintoma é fonte de satisfação, também angustia. O que leva Lacan a dizer: "até certo ponto é sofrer demais que é a única justificativa de nossa intervenção". (sem. XI p.158) Como o oleiro, o analista constrói um vaso em torno ao vazio.

Portanto curar em psicanálise é levar o indivíduo disposto a se conhecer a dar-se conta de uma história, da sua história ,que irá  mostrar-lhe o quanto ele é o agente de seus próprios avatares, dores e padecimentos.

"Pescar nas águas do inconsciente é algo mais que chegar a conhecer os peixes que habitam um elemento turvo". (Masotta)

Ao analisar um caso de exceção" no livro A Operação Psicanalítica, R.F.Couto diz:

"a análise pode progredir perfeitamente na ignorância de qual é o objeto transferencial".
E citando Pommier prossegue:

"Qualquer saber constituído, seja médico, psicológico, freudiano, lacaniano ou outro, será sempre um obstáculo para escutar um analisante em particular porque oporá seu próprio código de leitura à singularidade de uma palavra (...) A experiência do não-saber ( que nenhuma universidade sanciona) permitir-lhe-á escutar".

O analista não pode prometer a cura,  a felicidade e a harmonia, uma vez que, estas se situam além do princípio do prazer.
O que ele pode prometer é ajudar tanto paciente quanto aqueles que estão ao seu redor a  aclarar seus desejos  e a decifrar o que insiste numa existência.

Isto não significa que o Analista não aceita a particularidade de cada ser,  nem que esteja desprezando as noções de estrutura generalizáveis.

Pois  se não houvesse a generalização, não haveria nada sobre o que se analisar , sendo que as  generalizações nos ajudam a compreender as particularidades de cada um e de muitos grupos.

Para isso estudamos, lemos e discutimos de modo permanente com quem está a nossa frente de modo a compreender a singularidade de seu ser, isso não quer dizer que  seja para enquadrá-lo num rol nominativo.

Pois  aqui há  um grande risco que corre a psicanálise: a má interpretação de seus princípios. Se - como afirmou Lacan na proposição de 9 de outubro - o psicanalista só se autoriza por si mesmo, se não há saber prévio sobre o sujeito, se o silêncio é um grande recurso do analista, parece que não haveria nada a fazer.
É a inércia absoluta.Não se trata disso.

O psicanalista só se autoriza após anos de sua análise própria, a teoria psicanalítica é a base de todo o seu trabalho e o silêncio é um silêncio de saber, não sobre o objeto, mas sobre a importância da regra fundamental que permite ao sujeito associar livremente.

Esta renúncia ao saber é o que chamamos "douta ignorância".

"Ser analista é valer mais quando não se é que quando se é.

É amar na paixão da ignorância

É chegar, sem ser avisado, no lugar da surpresa ou da assombração".

Referencias:


FREUD, S. Ed. Standard Brasileira das Obras Completas de S. Freud [ESB] . R.J., Imago, 1986. Três Ensaios sobre a Sexualidade (1905), vol. VII.


FREUD, S. Ed. Standard Brasileira das Obras Completas de S. Freud [ESB] . R.J., Imago, 1986. A Psicanálise Silvestre (1910) vol. XI.


FREUD, S. Ed. Standard Brasileira das Obras Completas de S. Freud [ESB] . R.J., Imago, 1986. Psicanálise e Psiquiatria (1916-1917), vol. XVI.


FREUD, S. Ed. Standard Brasileira das Obras Completas de S. Freud [ESB] . R.J., Imago, 1986. Sobre o ensino da Psicanálise na Universidade (1919), vol. XVII.

FREUD, S. Ed. Standard Brasileira das Obras Completas de S. Freud [ESB] . R.J., Imago, 1986. A Questão da Análise Leiga (1926) , vol. XX.


HEIDEGGER, M. A Ciência não pensa. Entrevista concedida à TV Alemã ZDF no 80º aniversário. Tradução da Fundação Centro Psicanalítico Argentino.


LACAN, J. O Seminário. Livro 11. R.J., Jorge Zahar,1988.

terça-feira, 20 de julho de 2010

AMIGO


20 DE JULHO DIA DO AMIGO



Dedico este texto a todos os amigos que guardo no coração como jóias raras.


Amigo, espelho contínuo  de mim...
Reflexo puro das minhas qualidades,
E lente de aumento das sombras assustadoras
Dos meus defeitos monstruosos,
Que tranparecem através dos refletores
Dos fatos cotidianos da vida.
Então através de ti descubro-me imersa
Na energia conflitante do ser,
Numa expansão completa dos instintos
De morte e vida... num movimento constante que pulsa
Para redescobrir-me enfim como ser humano...
Meu próprio ponto final.
Através de nossos diálogos
Encontro o reequilíbrio de minhas forças;
Para realizar meu destino.
Assim faz-se o inverso...
Nos momentos em que posso ser  para ti
"OLHOS DA ALMA"
E tu para mim... " MÃOS QUE ME APOIAM"
É neste compasso de sentidos ,
Que realizamos nossos Destinos,
Tornamo-nos funcionais,
Integrados e
Destemidos.
Pois somos arrancados da repetitividade
Do círculo vicioso
Quando lançados;
Para o movimento progressivo
Da personalização.
Que se faz pelo prazer diário
Da relação intensa entre Eu e TU.
Assim vamos recíprocamente surgindo como pessoas,
Através do reconhecimento,
Aceitação e da liberdade.
De forma que nos tornamos,
Prolongamento da força indiferenciada da vida.
Neste fluxo constante podemos compreender,
Que somos constituídos;
Não só de emoção e razão,
Mas de Espírito e Alma,
Que nos faz transcender
Através do apóio, do amparo e da luz.
Válvula de escape
Para a superação de nossos próprios limites
Voz no deserto da vida
A conduzir-nos para o caminho
Da realização do nosso elemento espiritual,
Todos os dias de nossa criatura humana.
Agradeço-te amigo
Por devolver-me o Espírito,
Que organiza o inconsciente constituído
De instinto e razão, corpo e psiquê.
No dia a dia de minha individualidade exclusiva,
Início da própria Personalidade,
Que enfim se manifesta como matéria,
E mostra-se como realidade
do viver a vida e fazer a Passagem,
Onde céu e terra
Eterniza-se através de Nós;
Na amizade.


Leila S Ribeiro Uzum

segunda-feira, 12 de julho de 2010

TRAGÉDIAS HORRÍVEIS COM PESSOAS BEM SUCEDIDAS...POR QUÊ?


Porque acontece tragedias horríveis com pessoas bem sucedidas na vida?

A maioria das pessoas lutam a vida inteira para ter uma vida melhor. Lutam em busca de uma condição financeira estável, uma posição social de destaque, uma vida mais feliz, já outras buscam destaque, fama e dinheiro.


Na verdade essa busca desenfreada em busca, exclusivamente das coisas materiais, nada mais é, do que um projeto vazio e sem alicerce.
Ninguém pode fazer um projeto de vida perfeito se ele não estiver respaldo e apoiado sobre duas colunas: Deus  e a Família.

Deus, porque é a essência da nossa existência e pilar do nosso equilíbrio. Com ele, encontramos a sabedoria para conduzir nossos projetos, a humildade para saber que não somos absolutamente superior ao nosso próximo, e o amor, para que possamos usar a caridade e partilhar um pouco daquilo que recebemos.

A Família, porque é a base de todo ser humano  e base familiar não significa ter apenas pai e mãe.
Estrutura familiar, significa que precismos viver numa família equilibrada, onde exista amor, carinho, compreensão, respeito e muita união entre todos os membros.
Essa base tem que vir desde cedo, desde quando a criança está na barriga da mãe. O caráter e a boa índole de todo ser humano começa ser moldado desde a sua concepção.

Sem a presença de Deus e sem uma Família equilibrada, o ser humano pode ter todo dinheiro do mundo, pode ter fama e todo o poder que lhe for confiado pelos homens, mas será tudo inútil, tudo em vão.
Pois " Não se constrói uma casa sobre a areia da praia."

Sem estrutura e alicerce as oscilações do tempo levam tudo para o chão.

Liberdade de Ser




Buscamos a liberdade constantemente,
Como elemento necessário de bem estar.
Nesta busca, trilhamos caminhos tortuosos,
Criamos guerras,
Travamos batalhas e
Instauramos novos regimes,
Que reprimem manifestações contrárias.
E nesta constante transformação,
Existe sempre alguém buscando alforria;
Para um viver primitivo,
Manifesto na sexualidade desiquilibrada,
Na orgia;
Na vicissitude que destrói.
Como forma de afrontar
Toda autoridade;
Toda maternidade;
Toda Paternidade,
Mas tudo ainda esta longe de ser  liberdade.
Liberdade de ser ,
Sem medos,
Sem dúvidas,
Sem orgulho,
Sem vaidade,
Sem angústia,
Sem repressão...
Nu em personalidade
Sem vícios que aprisionam
E levam a libertinagem.
Conhecer-se,
Compreender-se
E aceitar-se.
Desfaz a ilusão,
E liberta da paixão,
Que machuca,
Oprime ,
Mata;
E infelicita a humanidade.
Causa constante dos desequilíbrios...
Faz-se urgente e preciso,
Arrancar a dor da Rejeição;
Substituido-a pela auto-aceitação.
Sair do outro,
Sem estabelecer padrão
Olhar para si,
Para o exercício de ser quem é.
Expressar  a verdade
Como grande possibilidade
De experimentar a tão sonhada liberdade...
Saltando para o vôo de renascimento
Da águia...

Leila S Ribeiro Uzum