domingo, 8 de agosto de 2010



Te vejo,
Mesmo que não percebas,
Transpasso sua matéria
E chego quase que tocar sua alma,
Por isso sei bem quem és.
Criança Carente,
Que busca um colo ausente.
Petrificado frente a sensibilidade
Reflexo de sua fraqueza.
Isso lhe incomoda,
Pois estás frente a feminilidade
Desconhecida da sua  sistemática
Forma de ser;
Faz-se ela tão imensa
Que parece-lhe um Tsuname
A te engolir,
Quando as emoções afloram,
E não tens para onde fugir.
Reage agressivamente,
Mesmo que isso lhe faça sucumbir
Não vê que nela
Mora a mansidão de seu ser.
Parece-lhe ela o monstro imaginário,
pronta pra te destruir,
Bastaria aproximar-se
E tudo iria
Fluir,
Com a naturalidade do próprio
Existir.
Pois a integração realizaria
O milagre da transformação,
quando pudesse sentir.


Leila Uzzum

Um comentário:

Carlos Rímolo disse...

Querida amiga e poetisa Leila!!!
Belíssimo texto poético. Adorei. Meus parabéns!
Beijos de luz !

POETA CIGANO - 10/08/2010

www.carlosrimolo.blogspot.com