segunda-feira, 8 de março de 2010

MULHER




A mulher é o único ser da criação



que abriga dentro de si, um templo.


Só ela sabe ser Santa e ser Mulher,


Ser forte quando precisa, e ser frágil quando quer.


Mulher que gera vidas e cria a Humanidade.


Que sabe ser estrela, e sabe ser saudade.


Só ela sabe ser Mulher e ser Menina,


ser Sedutora e ser Feminina.


Ela é Luz quando brilha,


é Paz quando acalma e tranquiliza.


Ela é música quando é alegria,


é ritmo vibrante quando improvisa.


Ela é tempestade quando chora,


ou um vulcão quando Ama.


Ela sofre discriminação,


é incompreendida, mas sabe superar.


Sofre preconceitos,


tem lá os seus defeitos, mas sabe perdoar.


Só ela consegue lutar pela vida,


se transformando em fera,


mas sem perder a doçura.


Mulher que fecunda um novo ser,


se transformando em um anjo de candura.


É mulher e é amante, é companheira e é guerreira,


Ela pode até perder a luta,


mas nunca perde os seus ideais...


Ela pode até perder os seus amores,


mas nunca desiste dos seus sonhos.


É feminina, sensível, amável, sem perder a força.


Ela é ternura quando envolve,


é segredo quando encanta.


Assim como a lua, ela tem as suas fases,


todas imprevisíveis, todas incomunicáveis.


A mulher é o maior de todos os mistérios,


que o Homem ainda não conseguiu desvendar,

Pois nem Freud conseguiu desvendá-la, dizendo:

" Para saber o que pensa uma mulher consulte o Poeta".



domingo, 28 de fevereiro de 2010

FUTURO TORNA-SE AGORA





A realidade frustra choca comove e movimenta a solidariedade.
Planta no coração a dúvida, desestabiliza as certezas
Arranca a auto-suficiência.
Mas muitas vezes torna a alma frígida,
Como escudo para o sentimento,
Que então isola o sentir,
Separa a emoção do coração,
Em muitos momentos
Tornando o olhar humano biônico,
E acelera a mente de quem precisa ser sobrevivente.
Pela lógica ou pelo bom senso.
Escolhe um caminho tênue
Sem arriscar-se ao novo
Numa resistência a dor,
Pois o coração não suporta mais  
Aflição nem grandes emoções.
Então é preferível a ciência
Que deixa certeza,
Não causa fraqueza,
Nem deixa o peito aberto
Para frustração ou decepção.
Já que a realidade perturba
E os fatos presentes o chocam
O que paralisa e conturba
Para quem se sente como presa
Das misérias do mundo vil.
É preciso dar o primeiro passo,
Sair da inércia
Agir e por as mãos na massa.
Para transformar, para inovar
Para fazer e acontecer
No aqui viver o agora
Sem deixar nada para depois
Pois o futuro logo chega
Torna-se presente
Para quem emprega forças
E constrói um novo futuro
Pois a felicidade
Não pertence somente ao amanhã
Senão seria ilusória
Como bolha de sabão.
Felicidade é viver o agora,
O que se tem de real,
Já que o futuro se torna presente no agora,
Onde podemos fazer o melhor acontecer.

Leila S Ribeiro Uzum

O MUNDO E SUAS TRANSFORMAÇÕES



O mundo em constantes transformações, que atualmente se dão alucinadamente, e tornam-se visíveis até mesmo sexualmente, onde novos seres se diversificam por suas escolhas surgindo como andrógenos  do mundo contemporâneo.
Causam a impressão de que estamos dentro de um buraco negro. Onde vejo surgir a atrocidade da violência e agressividade explicitas no mundo atual o mesmo impulso nazista com desejo de extinção.
Vejo o terror levantar-se de sobressalto na impossibilidade da re-significação do instinto de morte, manifestar-se nas guerras, nas gangues, nas torcidas, nos jovens, nos militares em toda gama da sociedade.
Assim como também vejo muitos tentarem arrancar do fluxo da vida, respostas em busca de saídas para a realização da justiça, onde as escolhas deveriam permear o sim, sim e não, não.
A história vai se concretizando no confronto, que faz surgir o novo, seja bom ou mau, fazendo com que os processos naturais sejam engolidos,  ou seja, o agora engole o  passado e avança para o futuro, na ânsia de ser, fazer e acontecer , então o indivíduo vai tornando-se autor da história, que  de tempos em tempos, buscam reformas.
E quando as revoltas insurgem, fazendo o ser buscar de maneira desesperada e maciça a apropriação de algo próprio,  de algo que foi perdido ou tirado em algum lugar do tempo e no espaço, que se apresenta novamente como objeto de disputa numa representação simbólica totalmente diferente.
Resta-me porém como psicanalista perder-me nos meandros do mundo contemporâneo , para pensar em extensão, e viver  os mesmos sentimentos , experimentando as mesmas opressões, levada pelos eventos diários  à indignação, suportando as marcas fragmentárias da violência e agressividade do mundo , para tentar pensar uma cidadania  destruída como forma de reconstrução, pelo amor e pela arte.
Através da Sublimação no riso, na solidariedade, no ceder, na vontade expressa, no viver livremente, na escolha do exercício do amor.

Leila S Ribeiro Uzum

sábado, 13 de fevereiro de 2010

MUSICA E SILÊNCIO



O Silencio me levou à várias reflexões e descobertas, hoje encontrei um texto, que esclarecia algo muito importante, pelo menos pra mim, ele dizia:

" Os primeiros músicos, tentando criar música, e tentavam porque queriam encontrar uma forma de transmitir o silêncio, a beleza, a calma e a suavidade que sentiam na meditação.
Seguiram muitos caminhos, pois a música é um jogo entre o som e o silêncio, embora todas as artes tenham origem na meditação, a musica é que mais se aproxima do silêncio.
Para o músico comum o som é muito importante, para o mestre da música o silêncio é onde tudo se inicia e onde tudo termina.
Pois ele usa o som para criar o silêncio.
Eleva o som até a mais alta nota, depois deixa-o cair de forma tão súbita que se torna imerso em profundo silêncio ."

Pensando assim, descobri que o silêncio vem surgindo do nosso interior, aprendemos  calar a mente, não respondendo aos impulsos de forma imediata, ele vai tomando conta espalhando-se e expandindo para fora do ser.
Assim podemos transmitir o que se chama paz, deixamos de guerrear por dentro e por fora.

Este Texto é dedicado a um amigo chamado Danilo.

A ARTE DO SILÊNCIO





No silêncio há vários encontros,
Vários diálogos,
Vários confrontos.
Há também muito desconforto.
É no silêncio que o olhar
Abre-se para a verdade,
Que se encontra a saudade,
E viaja-se no tempo,
Em direção ao passado
Movido pelo saudosismo.
E para o futuro,
Inspirado pelo inconformismo.
No silêncio encontram-se respostas,
Nas comportas das repressões que se abrem,
E revelam como as histórias foram compostas.
É onde se adora a escuridão.
Da ignorância, para a simples ligação
Ininterrupta consigo mesmo.
No silêncio manifesta-se a solitude
E extingue-se a solidão.
Pois há o verdadeiro encontro com a criação.
No silêncio se percebe as intenções alheias
Que aquece o sangue,
Que corre nas veias de quem percebe,
As articulações, do relacionamento.
No silêncio experimenta-se o que será o após morte.
Se há um continuar, experiências
E sentimentos de momentos,
Que vão se manifestar.
Serão então as lembranças
A bagagem a se carregar.
No silêncio é possível sonhar...
É possível amar...
É possível libertar...
No silêncio pensamentos
Criam imagens e idéias.
Recriam-se os desejos
Surge então a transformação.
No silêncio identifica-se a emoção
Do auto conhecer-se,
No sufrágio da  imaginação.
No silêncio a batida do coração surpreende
Quando a respiração se corrige.
São sensações experimentadas
Na magnitude do nada
Que se abre para uma nova estrada.
Do prestar atenção no mínimo,
Para maximizar o tudo.
Bem longe do cubo,
Que se apresenta como quebra cabeça,
Conectando fragmentos.
No silêncio percebem-se as fraquezas.
Descobre-se as riquezas.
E encontra-se a pedra angular
Da repressão escondida atrás de barreiras
Comportas que se abrem com o dialogar.
 E quando se questiona,
Inicia-se com os porquês?
Mas o que move a pedra do túmulo,
São os “Para quês? Que ressuscitam o que estava morto,
Então se conhece a verdade,
Encontram-se as respostas, e compreendem-se os fatos.
No silêncio podemos ser o que quisermos.
Pois na mente cria-se o sonho
E vive-se o conforto, que no momento
Não é possível ter.
Mas por merecimento imaginar,
O prêmio da realidade receber.
No silêncio realmente é possível ser.

LEILA S RIBEIRO UZUM

sábado, 6 de fevereiro de 2010

IMAGINAÇÃO CRIADORA







Há! A Imaginação, que gorgojeia pela mente criando canções.
E vai pelos dias formatando os sonhos, transpondo as barreiras,
Para a realização.
E alto vislumbra o espaço vazio,
O momento propício,
Na confiança que liberta do vício.
Natural como o sol que nasce,
É chuva que cai, e água que brota da terra,
E expressa a ação da natureza,
Que nunca se esquece de presentear o homem,
Com coloridos mil.
Que traz o anjo realizador,
Abrindo as asas da proteção
Propiciando a criação.
São idéias materializando-se na realidade.
Alcançando seu espaço,
Quando o sonho toma forma e cor,
E na robustez do real
Manifesta a alegria do ter no ser.
Que relaxa, desfruta, inspira e corporifica o que é seu.
O que é intrínseco da alma.
São as águas da emoção que jorram do poço felicidade,
Na leveza do milagre,
No vislumbre da paisagem... Que guia e deságua no lago do amor.
Alimentando Rios... Correndo para o Oceano dos mistérios do mundo.
Refletindo o Espírito no espelho da concreticidade.
São as manifestações do caldeirão da criação,
Que demonstram a ação da mão criadora, em cada momento,
Em que há possibilidade da respiração.
Onde ocorre a explosão de vida, na multiplicação do prazer em fazer.
Na ligação atômica das partículas criativas e invisíveis da vida.
Num banho de luz, num show de imagens, em materiais inusitados de coisas
Que nunca se viram, pois se escondem aos olhos maus.
E se mostram aos corações bons.
É o encontro do tudo e nada, que desperta os sentidos da contemplação,
De quem se apercebe da flor, do aroma e do sabor.
Da vida na pedra, da forma sutil presente no ar.
Da beleza no concreto, da admiração plena na realidade.
Aos olhos daqueles que vêem as maravilhas do viver.

Leila S Ribeiro Uzum

sábado, 30 de janeiro de 2010

SINCRONICIDADE







Nada acontece por acaso, e Jung já dizia que tudo no universo está interligado por um tipo de vibração.
Para ele duas dimensões físicas e não físicas estão em algum tipo de sincronia que fazem certos eventos isolados parecerem repetidos em perspectivas diferentes.
A sincronicidade é definida como uma coincidência significativa entre eventos psíquicos e físicos.
Jung postula que tais coincidências apóiam-se em organizadores que geram por um lado imagens e eventos físicos em fato concretizado, sendo que, esta ligação não é causal.
Alguns podem pensar, dizer ou até repugnar tais situações em uma atitude de negação a sua própria capacidade humana sobrenatural inerente à psique.
Esses fenômenos sincrônicos manifestam-se com muita freqüência, e isso ocorre em níveis de menor consciência, ou melhor , quando um ser entra em estado alfa, como em sonhos, meditações ou devaneios, em momentos em que a idéia de tempo e espaço não reina, e para Jung a sincronicidade depende da presença da afetividade, ou seja, sensibilidade estimulada pelo emocional.
Porém Jung coloca a sincronicidade como algo abrangente do todo, algo que existe no inconsciente como conhecimento, que nos vem à consciência como sabedoria, através de pensamentos, intuições e insights.
Segundo ele esses pensamentos são como pássaros, que chegam e fazem seu ninho nas árvores da consciência por algum tempo e depois alçam novos vôos, são esquecidos e desaparecem.
É por isso que tenho sempre papel e caneta à mão, para não perder a beleza desses pássaros no tempo.
Para Jung no inconsciente não há segredo, ele sabe tudo que há no mundo, e  pode-se comparar esse conhecimento   ao “ Olho de Deus” , o Olho que tudo vê ou o Grande irmão, o que pensamos que é, é  o que somos, e  que pode ser acessado pelo mergulho na escuridão do inconsciente.
Ele relaciona a organização acasual no mundo, sem referência à psique humana, pois antes de nós  existirmos já existia uma organização gerada pela sincronicidade que é responsável por todos os atos da criação, onde o ser humano tem desempenhado papel especial  no universo.
Uma vez que o inconsciente é capaz de refletir o Cosmos e introduzi-lo no espelho da consciência através da realidade.
Podemos testemunhar o Criador e as obras criativas no interior, basta prestar atenção à imagem e à sincronicidade através dos arquétipos representantes psíquicos, expressos do pensamento, materialização do fluído que reflete a real estrutura básica do universo.

                                             “Como é em cima assim é embaixo.” 
                                             “Como dentro assim é fora.”

 Carl Jung  responde ao mundo moderno, no livro “ O mapa da Alma.” Dizendo:

“O padrão de Deus existe em cada homem, e que se esse padrão é a maior energia  transformadora de que a vida é capaz de dispor ao indivíduo. Encontre esse padrão em você mesmo e a vida será transformadora. C.G.Jung.
              
 Podemos concluir que a sincronicidade é a linguagem do Divino para Orientar nossa vida, sendo um caminho para que o ser humano escute a si mesmo através das intuições.
 Para passar pela transformação, que exige muita coragem para abandonar velhas estruturas construídas durante a vida e poder seguir os sinais que indicam o novo caminho.
Torna-se necessário largar  as muletas , sair da inércia, abandonar o concreto , e isso exige vontade, decisão e fé.
 Para deixar de chorar quando as coisas mudarem e fugirem de nossas mãos. Aceitando que a vida não nos pertence, ela é guiada por uma trama de fios complexos, que somente a ligação com o criador nos capacita a enxergar os sinais do caminho e  da ação correta, a ação aceita que se entrelaça amorosamente com os desígnios Divinos.
 Enfim nos submetermos e apenas vivermos cada momento intensamente, deixando de ser um ego controlador de tudo a todo custo, uma vez que  cedendo aos acontecimentos mudamos.

“Onde o espaço, o tempo e a causalidade é a tríade da Física Clássica complementada pela sincronicidade que se converte em Tétrade, um quartênio que nos possibilita o julgamento da totalidade ( CGJ VIII pag. 951)”
Os arquétipos constantes psicofísicos da Natureza (símbolos e imagens pensadas e sentidas )  são fatores estruturantes criativos da vida humana e de toda sua experiência.

                                 “Como um homem pensa em seu coração assim ele é.” Provérbios 23:7

 Portanto façamos o que é bom, pensemos no belo e sintamos o agradável, manifestando a presença divina no mundo, transformando nossa vida, nosso mundo e o mundo ao nosso redor, adquirindo muita coragem para suportar as dores, vencer os desafios e a solidão do deserto, enquanto passamos pela transformação necessária.
Então, podemos compreender que Ciência e Espiritualidade caminhando juntas possibilitam evolução?


Leila Uzzum