sexta-feira, 13 de agosto de 2010

É PRECISO PARTICIPAR



São inúmeras as necessidades particulares e coletivas que envolvem as pessoas hoje, de um modo geral. Necessidade de afeto dos familiares, dos amigos, dos colegas de trabalho, dos chefes.
Necessidade de um lar confortável, de ir à praia no final de semana, de comprar algo no shopping ou na feira, de ser reconhecido como uma boa pessoa pelo círculo de amizade e como um bom profissional pelo seu companheiro de trabalho, pelo seu gerente.
 E esta relação de necessidades diante do universo que nos cerca faz parte do íntimo de todos nós. Está na cultura dos que se permitem fazer parte da sociedade globalizada na qual o planeta está mergulhado.
 Numa organização, campo de atuação do meu pensamento hoje,em que posso observar de vários ângulos, óticas diferenciadas da assimilação por indivíduos ricamente distintos, com necessidades e expectativas variadas frente à função e às atividades que se propuseram executar.
 E dentre tantos sentimentos despertados, a auto estima de um funcionário passa a ter relação direta com o retorno obtido dos chefes acerca do desempenho de suas funções. Será que o patrão gostou? Será que estou fazendo certo? Onde será que posso melhorar? Essas e outras perguntas podem ser respondidas utilizando ferramentas aparentemente simples, mas que transformam realidades abstratas em resultados concretos de desenvolvimento humano pessoal e profissional.
A participação do “patrão” nesse processo de descobertas e aprendizagem, deixando de lado a zona de conforto e buscando meios de solucionar problemas, de otimizar recursos humanos e resultados, pode ser a diferença entre reter ou perder talentos, entre se desenvolver ou ser ultrapassado.
A participação ativa dos chefes no desenvolvimento pessoal e profissional dos seus subordinados nem de longe deveria ser uma paixão platônica, visto que deles depende grande parte do fornecimento de recursos fundamentais para o bom desempenho dos funcionários em suas atividades.
Esse comprometimento, que hoje ainda é uma tendência, deveria fazer parte da cultura organizacional desde a elaboração estratégica da missão e da visão, sendo disseminada a todos os funcionários no processo de seleção, no primeiro treinamento e continuamente em cada processo ligado à busca pelos objetivos comuns a todos na empresa.
 A importância dessa relação participativa entre patrão e empregado fica ainda mais evidente quando se questiona quem seria o maior interessado em desenvolver de maneira eficiente as atividades que lhe são atribuídas.
É o colaborador o maior interessado em fazer bem feito. Além das necessidades básicas do ser humano, como alimentação, saúde e moradia, o trabalho alcança ainda necessidades relacionadas a auto estima.
 O reconhecimento dos colegas, familiares e amigos, o desejo  de conquistar novas oportunidades, de se sentir importante e necessário na realidade em que atua.
E diante dessa expectativa, são os chefes que podem confrontar metas com realidade. São eles que devem deter ferramentas para um feedback produtivo, objetivando mudanças favoráveis à organização e ao próprio funcionário. E para auxiliar gerentes, supervisores, patrões de modo geral, são inúmeros os métodos tradicionais e modernos à disposição de uma avaliação de desempenho.
De certo que ao falarmos em avaliação de desempenho participativa, feedback de gerentes para funcionários e vice-versa, tendemos a deixar para segundo plano os métodos mais tradicionais de avaliação. Ainda que muito utilizados pelas empresas, os métodos de escala gráfica, escolha forçada e de incidentes críticos, por exemplo, são caracteristicamente burocráticos, rotineiros e repetitivos.
Deixam de lado algo importante, como as diferentes habilidades e dificuldades únicas de cada indivíduo. Todas as pessoas são diferentes, possuem atributos físicos e mentais diferenciados umas das outras, participam de grupos sociais diferentes, religiões e culturas distintas.
Não podem ser vistas como exemplos de um padrão universal, homogêneo. É tempo de desmistificar a relação entre patrões e empregados, resgatar relações interpessoais e entender que um chefe não o seria se não houvesse subordinado.
 É preciso ainda que esta classe, a dos operários, possa ver em seus gerentes um segundo “pai”, que está ali para gerenciar de forma ética e responsável aquele segundo lar, no qual, na maioria das vezes, passa maior parte de seu tempo.
Os métodos mais modernos de avaliação de desempenho vieram para transformar a cultura do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Já se começa a perceber a importância de ouvir mais àqueles que são a chamada linha de frente de qualquer organização.
Afinal, são os operários que lidam mais diretamente com os clientes, com as máquinas que produzem os bens a serem vendidos. Eles são a maioria. Reduziu-se o espaço do autoritarismo e da centralização de poder que tanto minimizam as possibilidades de descobrir internamente novas idéias, sugestões criativas e dinâmicas que produzem boas mudanças.
O método de avaliação de desempenho por competências, por exemplo, valoriza as capacidades de cada indivíduo, acrescenta outras, aumenta as que já existem. Estimula o funcionário a se desenvolver, criar, dar sugestões para a melhoria do próprio ambiente de trabalho. Competências conceituais, relacionadas ao conhecimento e ao domínio das informações de que precisa para executar suas tarefas, competências técnicas, voltadas ao domínio de ferramentas específicas de uma dada área de trabalho, e competências interpessoais, ligadas ao importante ato de se comunicar e se relacionar eficazmente com todos ao seu redor, são avaliadas e comunicadas de forma a valorizá-las e direcioná-las rumo ao futuro pessoal e profissional de cada indivíduo avaliado. Juntos, patrões e empregados formam uma equipe, uma família.
É certo que toda mudança provoca resistência, rejeição e incredulidade por parte de algumas pessoas. Mas de maneira alguma isto é justificativa para não mudar, para não abandonar a zona de conforto que nos torna míopes.
Sem a visão participativa e desmistificada dos chefes junto a sua equipe todos saem perdendo. Perdem-se idéias, aliados, funcionários comprometidos, clientes satisfeitos e gerentes e empresários de sucesso.
 Patrões não existem por si só, não se bastam, não se constroem sozinhos. Organizações são famílias, patrões são seus chefes. Mas não basta tão somente sê-los, é preciso sentir que os são, é preciso vestir a camisa, é preciso participar.

Autor Desconhecido

Li este texto em um jornal, e quis compartilhar com os amigos, creio que a reflexão referente as relações de trabalho nos guie para o crescimento.
Tudo é aprendizado, assim como os chefes, também deve cada indivíduo refletir sobre sua conduta, e através do diálogo encontrar o melhor caminho.
Muito embora esse diálogo seja as vezes dificultado, ou impossível, nunca devemos estagnar.
O  objetivo é o crescimento sempre de ambas as partes, de forma que todas as necessidades sejam satisfeitas em todos os aspectos, principalmente quando se Busca a Felicidade sempre.

Leila Uzzum

domingo, 8 de agosto de 2010



Te vejo,
Mesmo que não percebas,
Transpasso sua matéria
E chego quase que tocar sua alma,
Por isso sei bem quem és.
Criança Carente,
Que busca um colo ausente.
Petrificado frente a sensibilidade
Reflexo de sua fraqueza.
Isso lhe incomoda,
Pois estás frente a feminilidade
Desconhecida da sua  sistemática
Forma de ser;
Faz-se ela tão imensa
Que parece-lhe um Tsuname
A te engolir,
Quando as emoções afloram,
E não tens para onde fugir.
Reage agressivamente,
Mesmo que isso lhe faça sucumbir
Não vê que nela
Mora a mansidão de seu ser.
Parece-lhe ela o monstro imaginário,
pronta pra te destruir,
Bastaria aproximar-se
E tudo iria
Fluir,
Com a naturalidade do próprio
Existir.
Pois a integração realizaria
O milagre da transformação,
quando pudesse sentir.


Leila Uzzum

Sawu bona! - Sikhona! Você sabe o que é?


Quando iniciei a faculdade de Direito , a 1ª aula do professor Waldemar Milanez, na matéria formação do Homem Contemporâneo, foi exatamente baseada neste costume relatado abaixo.
Sinto muita saudades dessas aulas, que nos faz tomar consciência da nossa vocação para este mundo,que nos faz sentir como seres humanos cheios de amor reprimido, pedindo para ser expandido, por isso resolvi publica-la aqui, pois já dizia o Poeta: " Recordar é viver." principalmente quando as recordações são boas.
Entre as tribos do norte de Natal, na África do Sul, a saudação mais comum, equivalente ao nosso popular "olá!", é a expressão:

- Sawu bona. Literalmente, significa: -Te vejo.
Um membro da tribo poderia responder:
-Sikhona! (Eu estou aqui!).

O importante é o simbolismo desta troca de cumprimento:
- Até você me ver, eu não existo.
Ou seja: ao me ver, você me faz existir.
Este significado faz parte da cultura ubuntu e, talvez, só faça sentido para aquelas tribos.
Várias são as teorias psicológicas que afirmam a importância do Outro na formação de nossa identidade, de nossa subjetividade.
Nascemos como 'tabula rasa' em termos de linguagem, noção de identidade pessoal e consciência do Eu. Sem o Outro da cultura, sem alguém que nos veja como um semelhante, nada seríamos.
A Psicanálise - principalmente a partir de Jaques Lacan - demonstra que até mesmo o Eu de cada um é uma criação imaginária vinda do Outro, ou seja: é a partir do olhar da mãe (Outro) e dos cuidados de outros seres humanos que nos tornamos igualmente humanos.

Por isso , meus queridos amigos, Sawu bona para todos.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

ANALISTA LIBERTA E CURA ATRAVÉS DO OUVIR







No dia a dia, passamos por situações estressantes, conflitos, desafios e uma série de dificuldades que resultam em ansiedade ou angústia, desde que me formei  Psicanalista há 08 anos , meu maior trabalho  como analista, é olhar para Eu mesma, buscando reequelibrar meu ser perante os fatos da vida,e ajudar aqueles que estão ao meu redor a olhar pra si mesmo.

Porém por mais que conheça , compreenda e exercite a auto análise, as vezes fica difíl encontrar a saida dos labirintos que a vida nos apresenta , como caminhos de crescimento, onde o objetivo é sempre expandir, não o corpo, mas a mente através da consciência.

Respondendo ao questionamento de uma amiga sobre doença e cura, e como  a análise pode ajudar, posso dizer que adoecemos como uma forma paroxistica de liberar o quantum energético acumulado na mente causado por incontados conflitos, sendo a doença uma manifestação, um sinal de algo que não está bem interiormente na mente.
  
Se entendemos por cura o restabelecimento da saúde, podemos dizer que em medicina o objetivo é o retorno a um estado de equilíbrio anterior à doença, compreendendo-se esta como uma perturbação do organismo sadio.

Em psicanálise, lidamos com estruturas psíquicas , com algo que foi paulatinamente construído e arquitetado, na história de vida  do indivíduo.
A proibição do incesto, norma constitutiva da própria condição humana, causa estruturante do corpo erógeno é a base de todos os conflitos na vida afetiva de um ser humano, pedra angular etiológica que desencadeia as neuroses manifestos nos relacionamentos consigo e com os outros, então, podemos falar de cura?

Penso que sim, uma vez que, o indivíduo encontra-se encapsulado em seu corpo erógeno, cheio de sensações que influenciam seu psíquico e a psicanálise lida com este sujeito aprisionado em si mesmo.

O analista  sabe que os sintomas satisfazem o indivíduo, pois  este constitui-se  num sistema onde algo se arranja. Caráter paradoxal que apontou Freud em "Inibições, Sintoma e Ansiedade" (1925) onde, ao mesmo tempo que o sintoma é fonte de satisfação, também angustia. O que leva Lacan a dizer: "até certo ponto é sofrer demais que é a única justificativa de nossa intervenção". (sem. XI p.158) Como o oleiro, o analista constrói um vaso em torno ao vazio.

Portanto curar em psicanálise é levar o indivíduo disposto a se conhecer a dar-se conta de uma história, da sua história ,que irá  mostrar-lhe o quanto ele é o agente de seus próprios avatares, dores e padecimentos.

"Pescar nas águas do inconsciente é algo mais que chegar a conhecer os peixes que habitam um elemento turvo". (Masotta)

Ao analisar um caso de exceção" no livro A Operação Psicanalítica, R.F.Couto diz:

"a análise pode progredir perfeitamente na ignorância de qual é o objeto transferencial".
E citando Pommier prossegue:

"Qualquer saber constituído, seja médico, psicológico, freudiano, lacaniano ou outro, será sempre um obstáculo para escutar um analisante em particular porque oporá seu próprio código de leitura à singularidade de uma palavra (...) A experiência do não-saber ( que nenhuma universidade sanciona) permitir-lhe-á escutar".

O analista não pode prometer a cura,  a felicidade e a harmonia, uma vez que, estas se situam além do princípio do prazer.
O que ele pode prometer é ajudar tanto paciente quanto aqueles que estão ao seu redor a  aclarar seus desejos  e a decifrar o que insiste numa existência.

Isto não significa que o Analista não aceita a particularidade de cada ser,  nem que esteja desprezando as noções de estrutura generalizáveis.

Pois  se não houvesse a generalização, não haveria nada sobre o que se analisar , sendo que as  generalizações nos ajudam a compreender as particularidades de cada um e de muitos grupos.

Para isso estudamos, lemos e discutimos de modo permanente com quem está a nossa frente de modo a compreender a singularidade de seu ser, isso não quer dizer que  seja para enquadrá-lo num rol nominativo.

Pois  aqui há  um grande risco que corre a psicanálise: a má interpretação de seus princípios. Se - como afirmou Lacan na proposição de 9 de outubro - o psicanalista só se autoriza por si mesmo, se não há saber prévio sobre o sujeito, se o silêncio é um grande recurso do analista, parece que não haveria nada a fazer.
É a inércia absoluta.Não se trata disso.

O psicanalista só se autoriza após anos de sua análise própria, a teoria psicanalítica é a base de todo o seu trabalho e o silêncio é um silêncio de saber, não sobre o objeto, mas sobre a importância da regra fundamental que permite ao sujeito associar livremente.

Esta renúncia ao saber é o que chamamos "douta ignorância".

"Ser analista é valer mais quando não se é que quando se é.

É amar na paixão da ignorância

É chegar, sem ser avisado, no lugar da surpresa ou da assombração".

Referencias:


FREUD, S. Ed. Standard Brasileira das Obras Completas de S. Freud [ESB] . R.J., Imago, 1986. Três Ensaios sobre a Sexualidade (1905), vol. VII.


FREUD, S. Ed. Standard Brasileira das Obras Completas de S. Freud [ESB] . R.J., Imago, 1986. A Psicanálise Silvestre (1910) vol. XI.


FREUD, S. Ed. Standard Brasileira das Obras Completas de S. Freud [ESB] . R.J., Imago, 1986. Psicanálise e Psiquiatria (1916-1917), vol. XVI.


FREUD, S. Ed. Standard Brasileira das Obras Completas de S. Freud [ESB] . R.J., Imago, 1986. Sobre o ensino da Psicanálise na Universidade (1919), vol. XVII.

FREUD, S. Ed. Standard Brasileira das Obras Completas de S. Freud [ESB] . R.J., Imago, 1986. A Questão da Análise Leiga (1926) , vol. XX.


HEIDEGGER, M. A Ciência não pensa. Entrevista concedida à TV Alemã ZDF no 80º aniversário. Tradução da Fundação Centro Psicanalítico Argentino.


LACAN, J. O Seminário. Livro 11. R.J., Jorge Zahar,1988.

terça-feira, 20 de julho de 2010

AMIGO


20 DE JULHO DIA DO AMIGO



Dedico este texto a todos os amigos que guardo no coração como jóias raras.


Amigo, espelho contínuo  de mim...
Reflexo puro das minhas qualidades,
E lente de aumento das sombras assustadoras
Dos meus defeitos monstruosos,
Que tranparecem através dos refletores
Dos fatos cotidianos da vida.
Então através de ti descubro-me imersa
Na energia conflitante do ser,
Numa expansão completa dos instintos
De morte e vida... num movimento constante que pulsa
Para redescobrir-me enfim como ser humano...
Meu próprio ponto final.
Através de nossos diálogos
Encontro o reequilíbrio de minhas forças;
Para realizar meu destino.
Assim faz-se o inverso...
Nos momentos em que posso ser  para ti
"OLHOS DA ALMA"
E tu para mim... " MÃOS QUE ME APOIAM"
É neste compasso de sentidos ,
Que realizamos nossos Destinos,
Tornamo-nos funcionais,
Integrados e
Destemidos.
Pois somos arrancados da repetitividade
Do círculo vicioso
Quando lançados;
Para o movimento progressivo
Da personalização.
Que se faz pelo prazer diário
Da relação intensa entre Eu e TU.
Assim vamos recíprocamente surgindo como pessoas,
Através do reconhecimento,
Aceitação e da liberdade.
De forma que nos tornamos,
Prolongamento da força indiferenciada da vida.
Neste fluxo constante podemos compreender,
Que somos constituídos;
Não só de emoção e razão,
Mas de Espírito e Alma,
Que nos faz transcender
Através do apóio, do amparo e da luz.
Válvula de escape
Para a superação de nossos próprios limites
Voz no deserto da vida
A conduzir-nos para o caminho
Da realização do nosso elemento espiritual,
Todos os dias de nossa criatura humana.
Agradeço-te amigo
Por devolver-me o Espírito,
Que organiza o inconsciente constituído
De instinto e razão, corpo e psiquê.
No dia a dia de minha individualidade exclusiva,
Início da própria Personalidade,
Que enfim se manifesta como matéria,
E mostra-se como realidade
do viver a vida e fazer a Passagem,
Onde céu e terra
Eterniza-se através de Nós;
Na amizade.


Leila S Ribeiro Uzum

segunda-feira, 12 de julho de 2010

TRAGÉDIAS HORRÍVEIS COM PESSOAS BEM SUCEDIDAS...POR QUÊ?


Porque acontece tragedias horríveis com pessoas bem sucedidas na vida?

A maioria das pessoas lutam a vida inteira para ter uma vida melhor. Lutam em busca de uma condição financeira estável, uma posição social de destaque, uma vida mais feliz, já outras buscam destaque, fama e dinheiro.


Na verdade essa busca desenfreada em busca, exclusivamente das coisas materiais, nada mais é, do que um projeto vazio e sem alicerce.
Ninguém pode fazer um projeto de vida perfeito se ele não estiver respaldo e apoiado sobre duas colunas: Deus  e a Família.

Deus, porque é a essência da nossa existência e pilar do nosso equilíbrio. Com ele, encontramos a sabedoria para conduzir nossos projetos, a humildade para saber que não somos absolutamente superior ao nosso próximo, e o amor, para que possamos usar a caridade e partilhar um pouco daquilo que recebemos.

A Família, porque é a base de todo ser humano  e base familiar não significa ter apenas pai e mãe.
Estrutura familiar, significa que precismos viver numa família equilibrada, onde exista amor, carinho, compreensão, respeito e muita união entre todos os membros.
Essa base tem que vir desde cedo, desde quando a criança está na barriga da mãe. O caráter e a boa índole de todo ser humano começa ser moldado desde a sua concepção.

Sem a presença de Deus e sem uma Família equilibrada, o ser humano pode ter todo dinheiro do mundo, pode ter fama e todo o poder que lhe for confiado pelos homens, mas será tudo inútil, tudo em vão.
Pois " Não se constrói uma casa sobre a areia da praia."

Sem estrutura e alicerce as oscilações do tempo levam tudo para o chão.

Liberdade de Ser




Buscamos a liberdade constantemente,
Como elemento necessário de bem estar.
Nesta busca, trilhamos caminhos tortuosos,
Criamos guerras,
Travamos batalhas e
Instauramos novos regimes,
Que reprimem manifestações contrárias.
E nesta constante transformação,
Existe sempre alguém buscando alforria;
Para um viver primitivo,
Manifesto na sexualidade desiquilibrada,
Na orgia;
Na vicissitude que destrói.
Como forma de afrontar
Toda autoridade;
Toda maternidade;
Toda Paternidade,
Mas tudo ainda esta longe de ser  liberdade.
Liberdade de ser ,
Sem medos,
Sem dúvidas,
Sem orgulho,
Sem vaidade,
Sem angústia,
Sem repressão...
Nu em personalidade
Sem vícios que aprisionam
E levam a libertinagem.
Conhecer-se,
Compreender-se
E aceitar-se.
Desfaz a ilusão,
E liberta da paixão,
Que machuca,
Oprime ,
Mata;
E infelicita a humanidade.
Causa constante dos desequilíbrios...
Faz-se urgente e preciso,
Arrancar a dor da Rejeição;
Substituido-a pela auto-aceitação.
Sair do outro,
Sem estabelecer padrão
Olhar para si,
Para o exercício de ser quem é.
Expressar  a verdade
Como grande possibilidade
De experimentar a tão sonhada liberdade...
Saltando para o vôo de renascimento
Da águia...

Leila S Ribeiro Uzum